Forrogode 

Lama de barragem rompida chega até as 15 horas no Espírito Santo
Publicado em 2015-11-09 10:19:54




 

 

O mar de lama que vazou das barragens da Samarco em Mariana, Minas Gerais, na última quinta-feira, deve chegar ao Espírito Santo na tarde desta segunda-feira (09), entre 12h e 15h, e maltratar ainda mais o já castigado trecho do Rio Doce que corta o território capixaba.
Mesmo com o rio praticamente seco, a Defesa Civil Estadual mantém o alerta de que a onda de resíduos, que se move a uma velocidade de 4 a 6 quilômetros por hora, pode, numa previsão mais pessimista, elevar o nível da água em até 2,5 metros em alguns pontos.

 

“A inundação está descartada, pois a onda está perdendo força. Mas mantemos a orientação para que não pesquem, joguem bola ou acampem na calha do rio e nos bancos de areia. É perigoso”, afirma o coordenador adjunto da Defesa Civil Estadual, Hekssandro Vassoler.
Mesmo assim, moradores como Marcos de Jesus Xavier, 32, desafiaram a orientação ontem e pescaram na beira do rio. “Estamos aproveitando o último dia de pesca antes disso tudo virar poluição. Mas estamos pescando próximo a um barranco. Se a onda chegar, a gente corre”, brinca.
Para amenizar o impacto da onda no Estado, as Usinas Hidrelétricas de Aimorés (MG) e de Mascarenhas, em Baixo Guandu, vão realizar operações em conjunto para frear a enxurrada antes que ela atinja os municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linhares. A ideia, no caso de Mascarenhas, é começar a dispensar volume de água da represa cerca de seis horas antes de a onda chegar.
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Com o reservatório mais vazio, a usina vai ceder espaço para parte do volume que vazou em Mariana para, em seguida, dispensá-lo aos poucos.
Por onde passa, a lama deixa rastro de destruição e morte de plantas exóticas e peixes. A água turva e com componentes químicos incertos também torna inviável sua captação tanto para irrigação de lavouras quanto para consumo humano.
Chegada de lama faz Governador Valadares suspender coleta de água
O Serviço Autônomo de Abastecimento de Água e Esgoto (SAAE) de Governador Valadares, em Minas Gerais, suspendeu neste domingo a coleta de água do Rio Doce. O município foi atingido, na tarde de ontem, pela lama de resíduos da barragem da Samarco que se rompeu em Mariana, também em Minas.
Na tarde des, a lama já alterou a turbidez e a concentração de ferro nas águas do rio em Governador Valadares. Às 14h40, foram registradas 5,40 partes por milhão (PPM, medida oficial para níveis de metal na água) de ferro. O índice é 18 vezes maior do que o tolerado, que são 0,30 ppm.
O município mineiro está localizado a cerca de 173 quilômetros da cidade capixaba de Baixo Guandu, próximo à divisa com o Espírito Santo.
O SAAE coletou e analisou a água ainda antes de sua chegada a Governador Valadares. A interrupção na coleta foi determinada logo que a água do rio começou a apresentar coloração mais escura. A medida faz parte do plano de emergência elaborado pela prefeitura para enfrentar a passagem da onda de lama.
Governador Valadares está a cerca de 340km do local do rompimento da barragem. O serviço de abastecimento prevê três ondas de lama que passarão pelo Rio Doce na cidade mineira. Não há previsão para a retomada da captação de água do Rio Doce, por isso a Prefeitura de Governador Valadares alertou a população para que economize água.

 



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