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Hartung promete "rigor da lei" e "reestruturação" da PM no Estado
Publicado em 2017-02-10 08:48:31




 

No sexto dia de policiais militares fora das ruas, o governador licenciado Paulo Hartung (PMDB) não deu sinais de que cederá às reivindicações dos grevistas. Ao contrário. Hartung afirmou que a greve será tratada com o “rigor da lei” e prometeu “reestruturar” a PM.
 
As declarações foram feitas em entrevista à jornalista Míriam Leitão, exibida na noite desta quinta-feira (9) no canal pago GloboNews. Durante a exibição, houve panelaço em vários bairros de Vitória e Vila Velha, como Praia do Canto, Barro Vermelho, Jardim da Penha, Itapoã e Praia da Costa.
 
Hartung se referiu à reestruturação três vezes ao longo da entrevista, de cerca de 30 minutos, mas não detalhou no que ela consistirá. Demonstrando otimismo, também declarou em três oportunidades que o desfecho da crise será positivo.
 
“E nós podemos sair melhores dessa crise. E eu estou trabalhando, mesmo em recuperação de saúde, com nossa equipe, para sair melhor dessa crise, com a PM reestruturada. Ela precisa passar agora por uma reestruturação. Isso está muito claro”.
 
Ele está em licença médica, após retirar um câncer na bexiga, na sexta-feira passada, e disse que reassumirá o governo na próxima segunda.
 
O peemedebista afirmou que os sete anos sem reajustes, argumento dos policiais, faz parte de um conjunto de “inverdades gravíssimas”. “O salário do Espírito Santo é o décimo na escala” do país.
 
Para o governador, a “sociedade está desconfiada” da sequência de crimes que tiraram a vida de mais de 100 pessoas Estado afora. Informou que criou um grupo de trabalho para apurar cada uma delas. “Vamos investigar profundamente. Se depender de mim, não vai ficar pedra sobre pedra. Nós vamos querer saber os autores desses crimes”.
 
Descoberta
 
O movimento iniciado na madrugada de sábado, supostamente após mulheres bloquearem as saídas dos batalhões, estava previsto para o período do Carnaval, segundo o governador. A partir da constatação interna, o governo iniciou diálogos. No entanto, Hartung diz ter sido vítima de uma ação “quase covarde”, que se aproveitou da informação de que ele estaria numa mesa de operação para remover um tumor.
 
Os policiais querem reajuste e o governo diz que não pode conceder. Hartung negou que a crise que enfrenta seja sinal de que o ajuste fiscal, propagado como sua marca, foi longe demais. Afirmou que o arrocho está na medida certa.
 
Questionado sobre a postura contrária do governador do Rio de Janeiro, que concedeu 10% de reajuste aos policiais, em plena crise, Hartung afirmou que esse é um caminho errado, não só para o Rio, mas também para o Brasil. O Estado fluminense enfrenta grave crise financeira. Seus servidores estão com salários parcelados. “Essa história de empurrar para o governo federal a minha conta não existe. Quem paga não é o governo federal, é o Brasil, o brasileiro. O Rio vem no caminho errado”, disse.
 
Paulo Hartung identificou “um grupo absolutamente conivente” com o movimento grevista. Também atacou o corporativismo, que tira o foco dos pleitos de interesse público. Aproveitou esse ponto para dizer que a estabilidade do funcionalismo precisa ser revista.
 
Os principais pontos da entrevista de Hartung
 
Mudanças
 
“Estamos trabalhando medias importantes no sentido de iniciar um processo de restruturação da PM do Estado do Espírito Santo (...) Ela precisa passar agora por uma reestruturação. Isso está muito claro”.
 
Corporações
 
“Está muito claro que um grupo foi absolutamente conivente e até estimulou esse ato contra a sociedade capixaba, contra o povo que paga o salário dos policiais. Isso ajuda a fortalecer interesses corporativos de baixa qualidade que temos no país”.
 
Estabilidade
 
“O interesse público hoje não é olhar com piedade quem tem estabilidade no emprego. Tenha dó... Quem tem estabilidade no emprego tem alguma coisa dentro dessa crise que é a pior crise que esse pais já viveu. E quem não tem estabilidade? Como vive o pedreiro da construção civil? Ele perde tudo. Não é que ele não conseguiu a correção do período. Ele perde tudo. Vai pra casa com uma mão na frente e outra atrás.
 
Aposentadoria
 
“Uma hora teremos que parar e pensar se faz sentido estabilidade no emprego neste mundo em que estamos vivendo. Faz sentido aposentar uma pessoa com 48, 49, 50 anos? Tem algum sistema previdenciário que suporte? Claro que não”
 
Reajuste no Rio
 
“Não fizemos ajuste pelo lado da receita. Fizemos pelo lado da minha despesa. O Rio não seguiu esse caminho. Não aumentamos ICMS. Cortamos na carne. Fechamos o ano com mais 8% de corte com relação a 2015. A quem o ES deve hoje? A ninguém. Zero de dívida. Acho que o caminho do Rio não é certo”
 
Ajuste exagerado?
 
“Estamos no ajuste na medida certa. Estamos conversando com a sociedade o tempo inteiro, inclusive com os sindicatos. Temos que conviver com a receita que nós temos. Se isso é ir longe demais... Isso é fazer o que as famílias estão tendo que fazer. O ajuste não foi longe demais, foi o certo”.
 
Fonte: gazetaonline.com.br


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