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Whatsapp é armadilha para acidentes nas ruas da Grande Vitória
Publicado em 2014-06-04 05:30:26



Nas ruas das grandes cidades, é só olhar para o lado para perceber que boa parte das pessoas não desgruda o olho do celular. Com a popularização de aplicativos como o Whatsapp, que possibilitam o envio instantâneo de mensagens, uma vilã tem provocado diversos acidentes nas vias e em espaços públicos: a distração. 
 
De acordo com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran), os flagrantes de desatenção no trânsito, por causa do celular, só tem aumentado na Grande Vitória. 
 
Nas ruas, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma história a respeito para contar. “Já tomei vários tropeções em calçadas e, certa vez, um carro passou muito perto de mim. Por pouco não fui atropelado. Estou me policiando em locais onde há riscos de acidentes”, afirma o estudante da Ufes Vinícius Tristão.
 
Outro que já tomou um susto ao atravessar a rua teclando no celular foi o gesseiro Fabrício Rosa de Oliveira, de 34 anos. “Estava atento ao celular e nem vi o carro se aproximar. Fora o período em que estou no trabalho, o restante do tempo eu passo quase todo conectado”, diz o morador de Cariacica.
 
 
Morte
 
 
Na semana passada, uma estudante de 15 anos morreu atropelada enquanto atravessava uma rua movimentada de Nova Venécia, no Noroeste do Estado. Uma testemunha contou à polícia que, no momento do acidente, a adolescente andava “desatenta”, fora da faixa de pedestres. Nas redes sociais, moradores disseram que, no momento da tragédia, a menina usava o celular, informação não confirmada pela Delegacia de Polícia Judiciária (DPJ) da cidade.
 
O certo é que os flagrantes de desatenção são cada vez mais comuns e constantes em vias públicas, como alerta o capitão Isaac Rubim, comandante do Policiamento Rodoviário do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran). 
 
“O trânsito é dinâmico, e o cenário muda a todo momento. Muito pior do que fazer uma ligação, é usar o celular para mandar mensagem. Com o olho na tela, o pedestre não percebe o perigo ao redor. A dica que dou para pedestres e motoristas é só uma: não usar o celular nesses espaços”, frisa o comandante.
 
Moradora de Fradinhos, em Vitória, a estudante Marcela Peroni de Almeida, de 25 anos, revela que, para evitar acidentes, tenta usar o celular “com moderação” em locais públicos. “Ficar dispersa é mesmo um perigo, ainda mais para quem não dispensa o uso das mensagens de texto”, conta.
 
Já a estudante Izabel Costa, de 42, diz que faz de tudo para proibir a filha, Gilmara Costa, de 18, de escrever no celular enquanto caminha pelas ruas da Capital. Apesar do esforço, Izabel admite: 
 
“É muito difícil, pois ela não quer largar o celular, inclusive quando passa na faixa de pedestres”, diz. A filha rebate: “Na verdade, nós duas somos viciadas em trocar mensagens pelo celular. E uso o Whatsapp o tempo inteiro, inclusive no meio da rua. Mas minha mãe conversa comigo pelo celular até mesmo dentro de casa”, revela, sorridente, Gilmara.


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